quinta-feira, 8 de setembro de 2011

18 etapa da Vuelta

Hoje tinha a 18 etapa da Volta a Espanha. Era uma etapa que, sabia-mos que podia chegar uma fuga. Mais uma vez a etapa no seu inicio foi bastante rápida, isto porque a etapa era muito propícia a fugas. Com mais ou menos 10km de corrida deu-se a fuga onde eu entrei. Rapidamente ganha-mos 5minutos, onde toda a gente colaborava no grupo. No princípio, quando comecei a verificar quem estava no grupo, vi que não era o melhor grupo para no caso chega-se ao sprint, porque na fuga vinham 2 sprinters bastantes fortes.

Com o passar da corrida fomos ganhando mais tempo, tendo mesmo a ter mais de 10minutos. Nessa altura percebi que a fuga ia chegar ao final. A partir desse momento foi começar a pensar onde se podia eliminar os sprinters, o sítio ideal seria na contagem de montanha de 1ª categoria. Nas primeiras duas subidas o grupo passou tranquilo onde toda a gente colaborava, já na subida de 1ª categoria começaram os ataques e ai regulava-me por um homem, o Joaquim Rodrigues. No alto da montanha o grupo já não era tão numeroso, mas o Gavazzi ainda estava no grupo o que para o sprint final não era bom.

Na última subida ataquei para tentar partir o grupo e fiquei á espera que alguém viesse comigo, para tentar não discutir a meta com Gavazzi. Arrisquei em atacar porque sabia se, este grupo fosse para a meta as minhas hipóteses de ganhar eram remotas. Quando passei no alto da montanha e ninguém vinha comigo, bom... tinha de dar o máximo até a meta e tentar chegar fugido. Não o consegui sendo apanhado a mais ou menos 3km da meta. Fiz tudo o que foi possível para tentar chegar sozinho mas não foi possível, agora é recuperar porque ainda temos mais 2 etapas que podem chegar fugas e quem sabe tenha mais sorte numas delas.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

17 etapa da volta a Espanha

Hoje era a etapa mais longa da volta a Espanha com mais de 200km. Uma etapa que nos seus primeiros kms não tinha grandes dificuldades. Mais uma vez foi etapa que partiu a grande velocidade o que já se esperava porque toda a gente sabia que era uma etapa para chegar uma fuga.
Com mais ou menos 30km de corrida dá-se uma fuga de cerca de 20 ciclistas, o que não interessava a algumas equipas, e fez com que a corrida fosse realizada a grande velocidade, tendo mesmo o pelotão por vezes ficar cortado em 2 grupos.

Com o aproximar da fase importante da corrida, a contagem de montanha de 2 categoria o pelotão começou a ficar mais nervoso. Durante a subida de 2 categoria não houve grande ação onde pensei que alguma equipa fosse tentar fazer alguma coisa para tentar partir a corrida, coisa que não aconteceu. Na montanha senti-me bem o que foi bom, já não sentia as pernas assim há alguns dias. Durante a descida houve ciclistas que partiram o pelotão o que fez com que, no final da descida já não tivesse em contacto com os primeiros.

Na subida final assistiu-se a mais uma grande corrida e creio que vamos ter uma grande final de volta a Espanha.

Hoje assistimos a mais uma situação que não se entende por parte da Katusha, a puxar na parte final e fazendo a descida final a morte. Agora pergunto para quem tirava? Para o Joaquim Rodrigues, que ontem teve uma queda? Para o Daniel Moreno que chegou a mais de 2minutos? Bom só a equipa o pode disser.

Para o dia de amanhã temos uma etapa que pode ser complicada se alguma equipa se lembrar de controlar, mas penso que nestes próximos dias são dias para chegar uma fuga. Nestes dias vou tentar entrar em alguma fuga e tentar discutir alguma etapa, mas para ser sincero as forças já são escassas, mas tudo irei fazer para poder estar em alguma fuga.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

16 Etapa da vuelta

Hoje era uma etapa longa com mais de 200km, em que não tinha grandes dificuldades. A fuga foi feita logo no inicio da etapa. Depois disso, o pelotão foi tranquilo durante muitos kms. Quando a fuga chegou aos 8 minutos, as equipas dos sprinters começaram a controlar a corrida.

A mais ou menos 30km da meta o Tiago furou em que, depois fiquei a espera dele para o levar ao pelotão. Na parte final acabou por haver alguma confusão, por causa da última rotunda a 300m da meta.

Para o dia de amanhã temos a etapa mais longa da vuelta, penso que amanhã é uma etapa para chegar a fuga.

Dia de descanso

Ontem foi o merecido dia e descanso, depois da etapa dura de anteontem. Foi um dia que fizemos uma hora de bicicleta muito suave.
Ontem saiu uma notícia num site português, não vale a pena referir o nome, pois para mim esse site não tem credibilidade. Mencionando, de eu ter sido “dispensado” da equipa. Como toda as pessoas sabem, ainda estou em negociações com algumas equipas e uma das quais é a Radioshack, por isso não entendo como esse site pode publicar uma notícia dessas.

Etapa 15 da vuelta



Foi decorrida a etapa mais dura da vuelta. Era uma etapa que terminava no alto del Angliru, mas já lá vamos.
Mais uma vez, o inicio da corrida foi muito rápida, com muitos ataques. Quando se realizou a fuga, o pelotão andou tranquilo durante alguns pares de quilómetros. No primeiro sprint intermédio começaram as equipas Katusha e Euskaltel a puxar na frente de pelotão, para mais tarde vir a equipa da Vacansoleil a puxar ate á entrada da subida para o alto do Cordal.

Durante a subida do alto do Cordal já ficou visto quem iria estar na frente da corrida para a discussão na geral.
Já no Angliru assistiu-se a uma exibição extraordinária por parte do Cobo, a forma como subiu o Angliru, demonstrou ser o ciclista mais forte deste pelotão, tanto ele como a equipa.

domingo, 4 de setembro de 2011

14 etapa vuelta

"No ciclismo há dias assim. Partimos para a 14ª etapa da Vuelta com tudo ainda em aberto, já que tínhamos o Haimar Zubeldia na luta pela geral e liderávamos enquanto equipa. O problema é que hoje tivemos um dia mau, onde o azar bateu à porta do Zubeldia, que após a primeira subida e já na fase em que se preparava para descer teve um furo.

Acabamos por perder muito tempo, o Tiago ainda lhe cedeu uma roda, mas ficamos para trás. Depois fizemos um grande esforço para o recolocarmos no grupo da frente, mas o dia era difícil e o máximo que conseguimos foi deixá-lo a 30 segundos dos favoritos. Claro que este desgaste extra veio no final a contribuir para que ele já não conseguisse sequer chegar perto dos homens que lutam pela geral.

Não posso deixar de confessar que fiquei surpreendido com a forma como as coisas se desenrolaram na etapa, já que nunca pensei que o Nibali e o Rodriguez fossem perder tanto tempo. Outra surpresa foi ver como o Wiggins aguentou bem e por isso caso consiga passar a etapa de Domingo com estas diferenças para a concorrência, parece-me que tem 70 por cento da Vuelta ganha. Ainda temos mais uma chegada em alto até final, mas não creio que aí se façam grandes diferenças. Uma vitória do Wiggins seria um prémio para o bom trabalha da Sky.

CARTA BRANCA PARA ATACAR

As circunstâncias da corrida agora são totalmente distintas agora. Já não temos ambições colectivas, por isso foi-nos dada toda a liberdade para atacar, mas para isso é preciso ter pernas.

Falando por mim e pelo Nelson, posso adiantar que já estamos bastante cansados porque temos vindo a trabalhar desde o início. O Nelson, que está a fazer a estreia em grandes corridas, tem feito um trabalho extraordinário e todos na equipa lhe fazem sentir isso mesmo.

Já o Tiago creio que também começa a acusar algum desgaste, afinal de contas já vai na segunda prova de três semanas este ano. Vamos todos procurar fazer uma boa recuperação na segunda-feira, que é dia de descanso, e tentar fazer algo durante a terceira semana de prova." Diário Eurosport

sábado, 3 de setembro de 2011

Futuro

Gostaria também de falar um pouco sobre o meu futuro. Neste momento estou em negociações com algumas equipas, em que com uma delas as coisas estão bem avançadas. De momento não posso dizer quais, mas penso que em breve a situação já esteja resolvida.